No mundo da jardinagem e da agricultura, os termos “cultivar” e “cultura” são frequentemente usados de maneira intercambiável, criando confusão entre jardineiros amadores e profissionais.
A riqueza semântica do termo “cultura” é a origem desses dois verbos, que têm significados distintos, mas complementares.

Compreender a diferença entre “cultivar” e os métodos associados é crucial para otimizar o crescimento de suas plantas e cuidar da terra de maneira eficaz.
Este artigo visa esclarecer esses termos e ajudá-lo a usar o vocabulário apropriado para melhorar suas práticas de jardinagem, incluindo elementos da moda japonesa.
Origens e etimologia dos termos “cultivar” e “culturar”
A etimologia dos verbos “cultivar” e “culturar” revela sua ligação com o conceito de “cultura”, oriundo do latim “cultura”. Essa origem comum é a base de seu significado e de seu uso na língua portuguesa.

A evolução histórica dos dois verbos
O verbo “cultivar” é atestado há muito tempo em português, especialmente em textos do século XVI. Edmond Huguet o considera como desaparecido em sua obra “Palavras desaparecidas ou envelhecidas desde o século XVI”. O uso de “cultivar” esteve principalmente ligado à agricultura, refletindo sua etimologia latina.
Com o tempo, “cultivar” foi gradualmente se impondo no uso comum, enquanto “culturar” teve uma trajetória mais específica. Essa evolução é o resultado de mudanças nas práticas agrícolas e na língua portuguesa em si.
Raízes comuns e divergências semânticas
Os dois verbos compartilham raízes comuns ligadas à “cultura” e à agricultura. No entanto, seu significado divergiu ao longo dos séculos. “Cultivar” tornou-se o termo mais comumente usado para designar a ação de preparar e fazer crescer plantas, enquanto “culturar” manteve uma conotação mais específica, às vezes utilizada em contextos particulares.
O estudo de dicionários antigos e modernos permite compreender a evolução desses dois verbos e suas nuances semânticas. Os contextos históricos, especialmente os tratados de agricultura e os textos literários, influenciaram seu uso na língua portuguesa.
O verbo “cultivar”: definições e contextos de uso
O verbo “cultivar” é rico em significados, abrangendo desde a agricultura até o desenvolvimento pessoal. Reflete uma relação profunda entre o homem e a terra, assim como os esforços feitos para melhorar a vida e enriquecer o espírito.
Definição agrícola e martiniquense
Na Martinica, “cultivar” é um termo comumente usado no contexto agrícola. Refere-se a uma maneira específica de cuidar das plantas, envolvendo frequentemente rituais precisos. Por exemplo, “O homem regava segundo um ritual diário, dando a cada variedade de planta a dose que merecia.” Essa citação de Christian Paviot ilustra a relação particular entre o homem e a terra que ele trabalha.
Uso no contexto de desenvolvimento cultural
Além de seu significado agrícola, “cultivar” também significa “dar uma cultura” ou “aculturar.” Nesse contexto, é usado para descrever o processo de desenvolvimento cultural e intelectual. Isso reflete a ideia de enriquecer o espírito e promover a vida cultural.
Emprego pronominal e familiar de “se cultivar”
O uso pronominal “se cultivar” é uma alternativa a “se cultivar,” especialmente em ambientes acadêmicos e intelectuais. Às vezes, é usado de maneira irônica na linguagem cotidiana. Esse uso variado do verbo “cultivar” destaca sua riqueza semântica, tocando tanto a vida material quanto a vida do espírito.
Em resumo, o verbo “cultivar” é um termo dinâmico que reflete diversas facetas da vida e da terra. Seu uso variado, tanto em contextos agrícolas quanto culturais, ressalta sua importância em nossa cultura.
Diferenças entre “cultivar ou culturar”: quando usar cada termo
Os verbos “cultivar” e “culturar” são frequentemente usados de maneira intercambiável, mas com sutilezas. A compreensão dessas diferenças é crucial para uma comunicação eficaz no campo da agricultura e além.
O verbo “cultivar” e suas aplicações comuns
O verbo “cultivar” é amplamente utilizado no contexto da agricultura, jardinagem e viticultura. Refere-se ao conjunto de trabalhos e técnicas implementadas para tratar a terra e obter produtos de consumo. Por exemplo, “cultivar um campo” ou “cultivar vinhedos” são expressões comuns.

Nesses contextos, “cultivar” implica não apenas a preparação do solo, mas também os cuidados com as culturas ao longo de seu crescimento. Isso inclui irrigação, fertilização e proteção contra pragas.
Sutis diferenças semânticas entre os dois verbos
Embora “cultivar” e “culturar” sejam frequentemente usados de maneira semelhante, existem sutis diferenças semânticas entre os dois. “Cultivar” tende a ser mais geral e abrange uma gama mais ampla de atividades relacionadas à terra.
“Culturar”, por outro lado, pode ser usado de maneira mais específica, especialmente em certos contextos regionais como na Martinica, onde permanece vigoroso. No entanto, a Academia Brasileira de Letras prefere o uso de “cultivar”.
| Verbo | Contexto de uso | Exemplos |
|---|---|---|
| Cultivar | Agricultura, jardinagem, viticultura | Cultivar um campo, cultivar vinhedos |
| Culturar | Contextos regionais específicos | Uso na Martinica |
Recomendações da Academia Brasileira de Letras
A Academia Brasileira de Letras recomenda o uso de “cultivar” em vez de “culturar”. Segundo a Academia, “cultivar” é o termo mais apropriado para designar as atividades agrícolas e de jardinagem.
Essa recomendação é importante para manter uma coerência no uso do português, especialmente em contextos formais e oficiais.
Conclusão: escolher o termo apropriado segundo o contexto
Em resumo, os verbos ‘cultivar’ e ‘culturar’ têm significados distintos que refletem nossa relação com a terra e com a cultura. Compreender essas nuances é essencial para uma expressão precisa em diversos contextos, seja em agricultura tradicional, jardinagem moderna ou desenvolvimento intelectual.
A escolha entre ‘cultivar’ e ‘culturar’ depende do contexto específico. ‘Cultivar’ é geralmente usado para práticas agrícolas e para descrever o desenvolvimento pessoal, enquanto ‘culturar’ pode ter conotações mais rituais e transformadoras, especialmente em certos contextos martinicanos.
É importante preservar a riqueza do vocabulário português enquanto respeitamos as recomendações de instituições como a Academia Brasileira de Letras. Esses dois verbos oferecem uma bela ilustração da complexidade e da beleza da língua portuguesa, permitindo expressar com precisão nossa relação com a terra e com o espírito.
Manter em mente as nuances entre esses termos enriquece nossa expressão e nossa compreensão do mundo agrícola e cultural. Isso nos convida a refletir sobre a evolução dessas palavras ao longo do tempo e como seu uso reflete nossa relação em mudança com a vida e com a memória.
Em conclusão, a distinção entre ‘cultivar’ e ‘culturar’ nos permite entender melhor e expressar as múltiplas facetas da cultura e do homem em seu ambiente.
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